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O cultivo do feijão

autor: Redação RuralNews
data: 05/09/2017

O feijão, junto com o arroz, é parte da alimentação básica do povo brasileiro há muitas gerações. É um alimento muito rico, capaz de sustentar um ser humano, principalmente pela sua grande quantidade de proteínas.

É uma planta que cresce em qualquer solo, desde que não muito ácido e que receba uma adubação adequada, através de adubo orgânico, com esterco ou composto. O húmus também é largamente empregado, não só nesta mas em quase todos as plantações. Por ser uma leguminosa, o feijão melhora o solo onde é plantado, deixando nitrogênio através de suas raízes. É uma planta sensível às secas prolongadas e ao excesso de chuvas, quando o solo fica encharcado. No caso das secas, a solução é a irrigação constante e no caso do excesso de chuvas, deve ser feita uma drenagem, para que o solo não fique encharcado.
 
O feijão pode ser plantado 2 vezes por ano, neste caso é chamado de “feijão das águas”, sendo plantado em setembro e outubro. Temos, também, o “feijão da seca” que é plantado na região Sul em meados de julho e na região Norte em janeiro e fevereiro. Depois da colheita do “feijão das águas”, pode ser plantado, em seu lugar, outras lavouras, como a do milho, por exemplo, que aproveitarão melhor o solo “preparado” pela cultura do feijão.

Plantio

O solo deve ser bem arado, com uma profundidade de 20 a 25cm e depois deve ser gradeado. Se o terreno for inclinado, a plantação deve ser feita em curvas de nível fazendo, inclusive, murunduns para diminuir ainda mais o risco de erosão.

Se o solo for muito ácido, deve ser feita a calagem, de acordo com o grau de acidez, corrigindo, assim, este problema.
 
Quando a terra estiver pronta, o plantio deve ser feito o mais rápido possível, com sementes selecionadas, compradas ou mesmo produzidas pelo agricultor. A escolha das sementes é um fator muito importante, pois dela depende todo o sucesso da lavoura. A variedade de feijão a ser plantado deve ser escolhida de acordo com a demanda da região e dos preços de mercado ou, se for para consumo próprio, de acordo com o gosto do produtor. Além disso, deve ser levado em consideração qual a variedade de feijão que mais se adapta à região.
 
Para o plantio manual ou com plantadeiras manuais, conhecidas como matracas, o espaçamento deve ser de 40cm entre as linhas e 40cm entre as covas que devem ter 5cm de profundidade. Nas covas, devem ser colocadas de 3 a 4 sementes.

Quando o plantio for feito com a utilização de semeadeiras de tração animal ou mecanizadas, o espaçamento entre as linhas deve ser de 50cm e coloca-se de 13 a 15 sementes por metro de sulco.
As lavouras devem ser mantidas sempre limpas, capinando-as sempre que necessário e observando o cuidado de não atingir as plantas.

Colheita e beneficiamento

O feijão deve ser colhido quando a planta ficar toda seca, mas não pode estar seca demais, como não pode, ainda, estar úmida. A colheita é manual, devendo ser arrancada a planta inteira, e logo levada para secar em um terreiro ou sobre uma lona, até que atinja 13% de umidade.
 
Depois que estiverem prontos, os grãos devem ser retirados e a palha pode ser aproveitada como adubo. O armazenamento não pode acontecer por muito tempo, pois o feijão endurece e perde o seu valor comercial. Para uma produção de subsistência, são necessários 30kg de sementes e uma área de 12.000m2, o que proporciona uma produção de 300kg de feijão (5 sacas), o necessário para alimentar uma família durante um ano.

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