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Como fazer com que os bezerros troquem o leite por outros alimentos

autor: Redação RuralNews
data: 17/11/2017

Em uma criação de gado voltada para a produção leiteira, um dos mais importantes fatores para que a produção e a produtividade sejam boas é fazer com que os bezerros desmamem o mais cedo possível, trocando o leite materno por outros tipos de alimentos.

Para isso, os bezerros devem estar preparados para essa nova alimentação nova, principalmente o verde e antes da idade normal. É necessário, contudo, que se tenha algum conhecimento sobre o aparelho digestivo do bezerro e seu funcionamento. Os ruminantes como, por exemplo, os bois, possuem o estômago dividido em quatro partes: rúmen ou pança, retículo, folheto e coagulador.

Nos bovinos adultos, o rúmen e o retículo são as partes mais desenvolvidas, o que permite ao animal comer e aproveitar os alimentos mais grosseiros e volumosos, em geral os mais baratos. Entre eles, destacam-se: forragens verdes, pastos, silagens, tubérculos, raízes, grãos, etc.

Já nos bezerros, ocorre o contrários, pois eles tem o coagulador e o folheto bem mais desenvolvidos, já que estão adaptados somente para sua alimentação natural, que é o leite. Para que o bezerro possa alimentar-se com outros alimentos que não o leite, o seu estômago terá que se adaptar, o que acontece, normalmente, com o decorrer da idade.

Inoculação do rúmen

O objetivo do criador será, portanto, apressar essa transformação. Existe um método que parece dar bons resultados é em empregado por muitos criadores, tornando essa adaptação mais rápida, por forçar o desenvolvimento do coagulador e do folheto: é o processo conhecido como inoculação do rúmen.

Quando o rúmen de bezerros novos é inoculado com o bolo alimentar proveniente da ruminação de um bovino adulto, o seu desenvolvimento é realizado mais rapidamente que o da pança e do retículo. Isso permite que a cria se alimente com rações mais volumosas e grosseiras.

A fim de promover a inoculação do rúmen, porém, é necessário que o criador escolha uma vaca sadia e de preferência mansa. Depois, ela deve ser presa em uma das horas em que costuma ruminar, isto é, mascar ou malhar, devendo ficar uma pessoa de vigia. Quando ela começa a ruminar, ou seja, fazer o bolo alimentar voltar da pança à boca, para ser novamente mastigado, exatamente na hora em que fizer uma ligeira pausa na mastigação, a pessoa, com uma das mãos, deve pegá-la pelas narinas e, com a outra, retirar de dentro da boca da vaca o bolo alimentar mastigado, antes que seja novamente engolido.

O bolo alimentar assim obtido, já ruminado, deve ser dividido e introduzido na boca dos bezerrinhos, que devem ser obrigados a engoli-lo duas a três vezes durante as três primeiras semanas de vida. Com a inoculação, as bactérias, protozoários e leveduras existentes no animal adulto forçam o desenvolvimento do rúmen dos bezerros, ativando as funções. Assim, eles poderão digerir os alimentos dados em substituição ao leite, que é economizado para a comercialização.

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