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A reprodução dos bovinos

autor: Dr. Márcio Infante Vieira
data: 29/08/2017

Nos últimos anos, muito se desenvolveram os estudos e conhecimentos sobre a reprodução animal, pois são de grande valor prático. Esse desenvolvimento e avanço tecnológico teve e está tendo grande influência na criação e melhoria das raças domésticas e especialmente sob o ponto de vista econômico.

A inseminação artificial, por exemplo, há algumas décadas, era aceita com grandes restrições e hoje é aplicada em grande escala, em todo o mundo. No Brasil, este procedimento já se tornou rotineiro há muito tempo, sendo utilizado com gado europeu e com gado zebuíno.

Para a reprodução, o primeiro fator a encarar é a idade em que deve começar. Ela está condicionada ao aparecimento do primeiro cio, porém, isso não significa, tecnicamente, que a fêmea já deva ser acasalada. É preciso que ela esteja em condições físicas satisfatórias, isto é, esteja com boa saúde e tenha um bom desenvolvimento.

A idade do primeiro cio pode ser de 4 a 24 meses, ou de 6 a 18, em média. Nas vacas leiteiras, o cio só aparece, de 1 mês a pouco mais de 2 meses, ou seja, de 32 a 69 dias em média, após o parto. Nas raças de corte, esse espaço é maior, variando de 51 a 80 dias, em média.

Vários fatores podem concorrer para alterar esse período, dos quais podemos destacar:

 
- infecções do aparelho genital;

 
- maior número de ordenhas por dia;

 
- amamentação natural;

 
- época de parição;

 
- alimentação;

 
- idade.

É aconselhável que as vacas só sejam acasaladas 3 meses depois do parto.

Quanto aos touros, eles já podem produzir sêmen desde a idade de 9 meses, não sendo, porém, aconselhável a sua utilização como reprodutores antes dos 18 a 24 meses.

De acordo com a idade dos animais, as épocas ou estações do ano, sua saúde e outros fatores, é aconselhável, quando se tratar de animais novos, não utilizá-los em mais de 25 vacas durante o seu primeiro ano de serviço. Quando o sistema adotado for o de monta dirigida, deve servir de 10 a 15 fêmeas e quando o sistema utilizado for o de monta livre, os machos são soltos nos pastos, junto com as fêmeas que lhes são destinadas e os acasalamentos são feitos livremente, o que apresenta grandes inconvenientes.

Para os touros adultos, quando em boa saúde, podem ser designadas de 30 a 50 vacas, quando é empregada a monta livre e 80 a 120 quando o sistema adotado é o de monta dirigida ou à mão, isto é, quando os machos e fêmeas só são juntados na hora dos acasalamentos e separados logo depois.

Inseminação artificial

Quando, porém, o método empregado para a reprodução for o da inseminação artificial, os touros podem ser utilizados 2 ou 3 vezes por semana, mais de 1 vez por dia, para a coleta do sêmen e sem nenhum inconveniente. Neste método, 1 só touro pode fecundar mais de 1000 vacas em um só ano, o que significa uma grande economia e a possibilidade de, em pouco tempo, ser obtido um rebanho de elevado grau de produção e, também, apresentando uma grande uniformidade no tipo e na cor.

Cremos, contudo, que a freqüência com que os touros podem ser utilizados nos acasalamentos varia muito e está diretamente relacionada com o seu estado físico.

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