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Indigestão estomacal nos coelhos

autor: Dr. Márcio Infante Vieira
data: 07/12/2017

A indigestão estomacal é muito comum nos coelhos, principalmente nas grandes criações. É causada, em geral, por sitemas de alimentação inadequados e irregulares.

Nos filhotes (láparos)

É provocada, em geral, por uma desmama precoce, pois a mucosa intestinal que está adaptada para digerir somente leite, ainda não se preparou para digerir outro tipo de alimento, como forragens, misturas de cereais, etc. Por isso, é preciso um período de transição para que a mucosa intestinal vá se adaptando ao novo tipo de alimentação.

Nos adultos

Nos adultos, a indigestão estomacal é produzida por rações fermentadas, frias ou geladas, muito secas ou muito pastosas ou, ainda, pela mudança brusca de regime alimentar seco para outro à base de verde. As leguminosas, em geral, quando dadas em grandes quantidades, provocam a formação de gases, que distendem o estômago.

Existem causas predisponentes, que facilitam a indigestão estomacal. Entre elas, podemos citar as temperaturas muito elevadas ou muito baixas, quedas de pressão atmosférica, mudanças bruscas do tempo, etc.

Como conseqüência do gás e acúmulo de alimentos no estômago, há paralisia da musculatura estomacal. Cessam, então, as secreções, o que provoca o aumento do estômago e a suspensão da digestão nos outros órgãos do aparelho, principalmente no intestino delgado.

Os coelhos doentes sentem cólicas, seu abdômen fica dilatado e duro como um tambor. À percussão, o ventre produz sons que variam conforme a indigestão seja produzida, principalmente pelo gás de fermentação ou por uma grande quantidade de alimentos acumulados. Os doentes não comem e sentem maior ou menor dificuldade na respiração, de acordo com o grau de timpanismo que pressiona o diafragma que, por sua vez, comprime os pulmões.

A doença é de pouca duração, 3 a 5 dias, sobrevindo a morte por ruptura do estômago ou por asfixia. Os doentes podem morrer, também, por uma auto-intoxicação. Nestes casos, podem ocorrer convulsões.

Tratamento

O tratamento é problemático, mas existem alguns medicamentos que apresentam bons resultados. Massagens abdominais e clister de água morna com uma gota de glicerina ou 1 a 2gr de sulfato de sódio, tem a vantagem de às vezes, provocar movimentos peristálticos, primeiro nos intestinos e depois no estômago. Isto faz com que, pouco a pouco, expulsem gás e restos alimentícios. Somente quando há melhoras, podemos recorrer ao emprego de algumas substâncias alcalinas, administradas via oral.

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