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Alimentação dos peixes

autor: Redação RuralNews
data: 12/06/2018

A alimentação é um importante item na criação de peixes pois dela depende, em grande parte, o sucesso da criação e os lucros que ela pode proporcionar. Podemos dividir as espécies de peixes, no que diz respeito à sua cadeia alimentar, em:

1 - Peixes de cadeia alimentar curta, abrangendo os consumidores primários, ou seja, fitoplanctófagos e os fitófagos ou herbívoros e que transformam diretamente os vegetais em proteína animal para consumo do homem.

2 - Peixes de cadeia alimentar intermediária, como os planctófagos, que se alimentam de fito e zooplancton; os bentófagos e iliófagos, que consomem vegetais e animais encontrados na vasa do fundo do tanque e os onívoros.

3 -   Peixes de cadeia alimentar longa, isto é, os carnívoros, que exigem alimentos com alto teor de proteína animal.

As espécies de cadeia alimentar mais curta, transformam os vegetais diretamente em proteína animal para consumo do homem e com muita economia de energia. Os do segundo grupo, com regime alimentar que envolve animais invertebrados e vegetais, também permitem, em relação ao consumo de plancton e vegetais, em geral, uma economia energética semelhante às proporcionadas pelo primeiro grupo e uma economia menor, quando se refere ao consumo de animais invertebrados.

O terceiro grupo, no entanto, do qual fazem parte as espécies que ocupam os mais altos níveis da cadeia, os hábitos alimentares levam a um grande desperdício de energia devido às diversas transferências pelas quais passa até chegar a elas. Assim sendo, são as do primeiro e do segundo grupos, as espécies preferenciais, cuja alimentação é mais econômica.

Atualmente, vem sendo muito empregada a consorciação, ou seja, a criação em conjunto, no mesmo tanque, de espécies do primeiro e do segundo grupos, o que melhora o aproveitamento dos alimentos disponíveis, além de estimular a produção na área.

As espécies do terceiro grupo são de alimentação muito mais cara, porque as espécies que dele fazem parte consomem alimentos de altos teores de proteína animal. O peixe deste grupo é mais caro, por ter seu custo de produção elevado.

Nos dois primeiros grupos, podemos citar, como exemplo, a carpa e a tilápia-do-Nilo. No terceiro grupo, encontram-se a truta arco-íris e o black-bass.

As espécies de cadeia alimentar curta são as mais indicadas para as condições brasileiras, porque transformam subprodutos agrícolas e alimentos pobres, diretamente em proteína animal, além de proporcionarem altas produções a um baixo custo.
 

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