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Criação de tucunarés

autor: Redação RuralNews
data: 18/03/2016

Existem duas espécies de tucunarés: o comum (Cichla ocellaris) e o pinima (Cichla temensis), ambos originários da bacia amazônica. Sob o aspecto econômico, são superados apenas pelo pirarucu. Por esse motivo, foram introduzidos no Nordeste e depois se espalharam pelo Brasil. Sua carne é de ótima qualidade, possuindo cerca de 21% de proteínas e apenas 1% de gordura, com cerca de 104 calorias em cada 100 gramas. Como são peixes carnívoros, os tucunarés são recomendados para o peixamento de açudes em que existam ou predominem as piranhas e pirambebas. 

Com 5 a 6 anos de idade o tucunaré comum atinge 55cm de comprimento e o peso de 3 a 4kg, enquanto que o pinima atinge de 60 a 70cm. Para apenas engorda-los, o criador deve adquirir alevinos de boa procedência e de boa qualidade. Eles devem ser colocados em represas ou açudes com uma área de, no mínimo, 5.000 metros quadrados. Sua profundidade deve ser de 2 a 3 metros. Devem receber alimentação todos os dias, que pode consistir de camarões de água doce, peixinhos como o lambari, etc. A água para eles deve ser de, no mínimo, 16 a 18 ºC, pois temperaturas mais baixas podem provocar a sua morte. Os tucunarés não sobrevivem por mais de 2 horas, quando submetidos a baixos teores de oxigênio, em ambientes fechados.

Atingem a maturidade sexual com 1 ano de idade. No sul do Brasil, a desova ocorre de setembro a dezembro, enquanto que no Nordeste, entre junho e dezembro, podendo acontecer várias vezes nesse período. A reprodução pode ser preparada da seguinte maneira: preparar um tanque de acasalamento com uma camada de areia espalhada por todo o seu fundo e sobre a qual, debaixo dos iguapés, colocamos alguns ladrilhos, porque os tucunarés procuram superfícies resistentes como paus, pedras, etc., para efetuar a postura. Nesses tanques são colocados vários tucunarés.

Quando começa o seu período reprodutivo, o macho apresenta uma característica sexual secundária, pois, atrás do seu ocipital, surge uma protuberância e ele se torna agressivo em relação aos outros machos, eriçando os raios da sua nadadeira dorsal e saindo em perseguição aos seus prováveis rivais.

O assédio sexual do macho para com a fêmea ocorre da seguinte maneira: ele começa a dar várias voltas em torno das fêmeas para forçá-las a se aproximarem do local que ele escolheu para a postura. Isso ocorre até que ele consiga que uma delas o aceite e o acompanhe, formando assim o casal. Passam, então, a espantar os demais peixes do local que escolheram para a desova.

Em certo momento, a fêmea passa sobre o ladrilho e solta sobre ele os primeiros óvulos. Logo em seguida, o macho nada sobre eles e os fecunda com o seu sêmen. Essa movimentação dura de 1,5 a 2,5 horas, em intervalos de 30 segundos, até que a fêmea deposite todos os seus óvulos e eles sejam fecundados pelo macho. Por serem adesivos, os óvulos ficam presos aos ladrilhos. Em cada postura, o tucunaré-pinima produz de 10.000 a 12.000 óvulos e o tucunaré comum, de 30.000 a 45.000, o que varia de acordo com a idade da fêmea. Em 80% dos casos, os tucunarés fazem pequenos ninhos circulares, com 6 a 13cm de profundidade, escavados em lugares rasos e perto das desova. O macho constrói o ninho com a boca, focinho e nadadeiras, começando sua construção antes da desova e terminando-o após o final da postura. Os serviços são realizados durante o dia e à noite, pelo macho e pela fêmea, embora esta cuide mais da vigilância do ninho e de seus arredores.

Os esboços dos futuros órgãos adesivos das larvas, ou seja, circunferências com um diâmetro inferior a 0,1mm, na cabeça, já podem ser notados quarenta e oito horas antes da eclosão. Quando há a eclosão da larva, os órgãos adesivos da sua cabeça se prendem aos fragmentos da membrana do ovo. A larva possui seis órgãos, dois de cada lado da região superior e um de cada lado da extremidade do focinho. É o muco secretado por esses órgãos que possibilita a fixação das larvas no local da desova e depois, no fundo do ninho.
 
As larvas, medindo em média 5,6mm, eclodem setenta e oito horas após a postura e não conseguem movimentar-se devido ao peso do saco vitelino, dos órgãos adesivos e da ausência de nadadeiras. Por isso, os pais aspiram as larvas e as depositam no ninho. Os pais ou apenas um deles protegem as suas larvas, até que atinjam 35mm de comprimento. Elas permanecem no ninho durante 85 a 95 horas e depois o abandonam, formando cardumes e nadando livremente pela água, pouco acima dos ninhos e protegidos por um dos pais. Nessa época, já estão com mais ou menos 8mm de comprimento.

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