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Terrenos e solos para criação de camarão

autor: Redação RuralNews
data: 09/01/2016

A composição dos solos ou a sua natureza são da maior importância para a implantação de uma criação de camarões, pois variam muito em sua estrutura e composição, devido à variedade e proporções em que entram os diversos elementos que o compõe. Assim sendo, a natureza ou a estrutura dos solos podem variar bastante, sendo arenosos, argilosos ou calcários. 

Os terrenos para a criação de camarões não devem ser arenosos, porque este tipo de solo é muito poroso, tornando difícil ou impossível o represamento das águas ou a construção de viveiros, pois elas se infiltrariam totalmente pelo seu fundo ou paredes. É por este motivo que os mais indicados são os argilosos ou argilo-silicosos que são compactos e impermeáveis, ou seja, os chamados barrentos, de tabatinga ou de barro, inclusive os apropriados para a fabricação de telhas e tijolos.

Para verificarmos se um terreno é ou não poroso e o seu grau de porosidade, basta cavarmos um buraco, mais ou menos largo, com 60 a 80cm de profundidade e que o enchamos de água. Controlamos, depois, se houver infiltração, o tempo que leva a água para desaparecer, se ele fica vazio ou se retém água e em que quantidade. O resultado desse teste indica se o terreno se presta ou não para a abertura de tanques, construção de barragens, etc.

Grau de acidez ou pH do solo

Como a água, também o terreno não deve ser nem muito alcalino nem muito ácido, com pH inferior a 4,5. O ideal seria que tivesse pH 7, isto é, fosse neutro, o que é difícil de encontrar. Assim sendo, o melhor é que possua um grau de acidez próximo ao neutro, como 6 a 8, isto é, um pouco ácido ou ligeiramente alcalino, quase neutro.

Quando o pH é muito baixo, devemos corrigi-lo fazendo a calagem do terreno, com o uso de cal virgem ou extinta, nas quantidades indicadas, de acordo com o grau do pH do terreno, sobre o qual será espalhada de maneira uniforme. Perfil do terreno

Quanto menos acidentados os terrenos, melhor. Os mais indicados são os mais planos e, de preferência, os ligeiramente em declive, pois facilitam o deslizamento suave das águas, sem o perigo de erosões e enxurradas. Além disso, não só facilitam as construções e diminuem os seus preços de custo mas permitem, ainda, a sua distribuição racional, facilitando os serviços, economizando tempo e mão-de-obra, bem como tornam mais fácil a distribuição da água para os tanques e demais dependências da criação.

Qualquer que seja o terreno, no entanto, é preciso que não esteja sujeito a enxurradas ou a inundações, ficando sempre a nível superior ao das maiores enchentes já ocorridas na região, pelo menos, nos últimos 20 a 25 anos. Deve ser, também, livre de secas ou estiagens prolongadas. Melhor ainda, é que possua um declive de 2 a 3%, pois essa inclinação tem a vantagem de deixar escoar as águas que, por este motivo, não empoçam.

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