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Antraz ou carbúnculo hemático

autor: Redação RuralNews
data: 04/01/2018

 
O carbúnculo hemático ou antraz, também é conhecido como carbúnculo verdadeiro, carbúnculo bacteriano, pústula maligna e sangue de baço. É uma doença infecciosa, produzida por uma bactéria, o Bacillus anthracis, que possui, em seu interior, um corpúsculo denominado esporo, que se conserva vivo até 40 a 70 anos após a morte da bactéria, pois resiste à putrefação.

O bacilo causador do antraz é muito sensível aos desinfetantes comuns e aos agentes físicos, sendo destruído pelo suco gástrico, em 15 a 20 minutos, a 58 ºC em 15 minutos e em 4 dias, ou até menos, pela putrefação. Os seus esporos, ao contrário, são muito resistentes, mas são destruídos em 10 minutos, em água fervendo. Além disso, os desinfetantes o destroem, normalmente. Em couros salgados, os esporos se conservam vivos e em solos alcalinos, por 25 anos. O bacilo, na superfície da pele, quando em condições desfavoráveis, esporula em 24 horas.

O carbúnculo hemático ataca, principalmente, os herbívoros como caprinos, ovinos, bovinos e eqüinos (o cavalo é muito sensível a esta bactéria), além de, também, camelos, veados e outros ruminantes selvagens, lebre, elefante, lontra, doninha, vison, arminho, furão e outros mustelídeos. É muito rara nos suínos, no cão e no gato. As aves são muito resistentes ao carbúnculo e somente o avestruz, um herbívoro, a contrai de maneira natural.

O homem pode ser por ele atacado e nele, o carbúnculo ou pústula maligna, se apresenta como uma inchação edematosa dolorida e quente, passando depois, a indolor e fria. Seu período de incubação, na infecção natural, é de 12 a 14 dias. Sua infecção pode ser pelas vias oral, cutânea e por inalação, principalmente em homens que trabalham com pêlos e lãs de animais. A forma mais agressiva ao homem é a que causa lesões nas vias respiratórias, quando há a inalação. Nestes casos, a morte é a alternativa mais provável, caso a doença não seja combatida a tempo, com o auxílio de antibióticos.

O sangue, todos os órgãos, a bile, a urina e as fezes com sangue, são transmissores da doença. Também o leite das vacas pode ser contaminado, após a ordenha, pelos bacilos que se espalham pelo ambiente. Podem se tornar infectantes: o solo, as pastagens, a água, os couros, as lãs, os adubos e farinhas de produtos animais contaminados. Animais carnívoros e urubus que, comendo restos de animais mortos pelo carbúnculo, os disseminam pelas fezes ou pelo vômito.

A infecção, nos animais, é geralmente provocada pela ingestão de esporos, causando o aparecimento de um edema inflamatório local que, depois, invadem os gânglios linfáticos, multiplicando-se intensa e rapidamente. Ela vai, então, evoluindo para se transformar numa septicemia. O sistema nervoso do paciente é afetado podendo, assim, causar a sua morte através da paralisia do centro respiratório. Desta forma, como importantes causas da morte, podemos mencionar a hipoglicemia e a asfixia.

O carbúnculo pode se apresentar sob uma das seguintes formas: aguda, superaguda, apoplética ou septicêmica e localizada. A aguda provoca a morte de bovinos, cavalos e ovinos, em 24 a 36 horas e com uma mortalidade de 70 a 90% dos casos. Em bovinos, seus sintomas são febre alta, de 40 a 42,5 ºC, taquicardia, com 80 a 100 pulsações por minuto, respiração acelerada, pêlos arrepiados, tremores musculares, perda parcial ou total do apetite, parada da ruminação, excitação e até agressividade, seguida de prostração; edemas no pescoço, tórax, lombo, flancos e ventre; pouca urina e com sangue; prisão de ventre seguida de diarréia, em geral sanguinolenta; prolapso do reto; as fêmeas podem abortar; queda na produção leiteira; convulsões e, finalmente, a morte. Ocorre, também, a saída de sangue pelas aberturas naturais do corpo um pouco antes ou logo depois da morte do animal.

Nos eqüinos, os sintomas são febre alta, taquicardia, pulso filiforme, respiração acelerada, prostração, dificuldade para andar, edemas doloridos e quentes no pescoço, esterno, abdome e órgãos genitais; as mucosas ficam azuis (cianóticas), sentem fortes cólicas; fezes diarréicas, às vezes sanguinolentas; urina com sangue e, finalmente, suores: o animal deita de lado, sofre asfixia e morre.

No Brasil, graças à vacinação feita no passado e o controle rigoroso das autoridades sanitárias do Ministério da Agricultura, o antraz é uma doença praticamente erradicada do nosso país. Entretanto, caso seja necessário, os criadores e as autoridades sanitárias poderão desenvolver um plano para o controle da proliferação dessa bactéria, evitando assim, a contaminação dos rebanhos e das pessoas que com eles trabalham. Em caso de contágio, o tratamento utilizado é feito com antibióticos, através do qual se obtém bons resultados, principalmente na forma cutânea da doença.
 

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