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A importância da umidade para os escargots

autor: Redação RuralNews
data: 19/01/2015

Um dos mais importantes problemas para os escargots é a umidade. Esse fato ocorre devido à grande permeabilidade de seu corpo, fazendo com que eles se desidratem com muita facilidade e rapidez, o que pode levar à morte. Por essa razão, os escargots têm hábitos noturnos, saindo somente à noite, embora possam ser vistos, também, durante o dia, em geral nos dias mais úmidos ou chuvosos.

Durante o dia, em geral, eles se escondem do calor e do tempo seco, entrando em fendas ou buracos, ficando debaixo de montes de folhas, etc. Além disso, ainda secretam uma substância mucosa misturada a uma calcárea, com a qual fazem uma "tampa" para a abertura da sua concha e com a qual a vedam depois que a ela se recolhem.

Embora necessitem de umidade, os escargots não suportam uma umidade acima de um determinado limite, pois os seus tecidos podem absorver água em excesso, o que lhes é bastante prejudicial, causando-lhes uma hidropsia.

A importância da umidade ou da água, para os escargots, é tão grande que a sua vida ativa dela depende. Basta que baixe a umidade relativa do ar, que o tempo fique seco, para que eles se recolham à sua concha e nela permaneçam até que uma chuva ou uma aspersão artificial de água torne o ambiente novamente úmido. Tão logo "sintam" essa mudança, eles saem de suas conchas e vão viver sua vida normal: andar, alimentar-se, realizar os acasalamentos, construir os seus ninhos, fazer a postura de seus ovos, etc. Na realidade, os escargots têm sua vida ativa somente quando existe um mínimo de umidade, chuva ou neblina, quando estão no seu ambiente natural ou, então, esses mesmos elementos naturais ou aspersões de água, realizadas pelo criador, quando estão confinados a heliários.

Os escargots podem, com grande facilidade, absorver ou expelir água, pois o seu tegumento é muito permeável, possuindo muitos poros. È por esse motivo que eles são muito sujeitos à desidratação e evitam, a todo o custo, o sol, o calor ou o tempo quente e seco. Uma hidratação abaixo do normal é bastante nociva aos escargots que ficam com as suas oxidações reduzidas e ainda com muitas das suas funções orgânicas inibidas. Portanto, eles estão sempre travando uma luta constante para manter o equilíbrio hídrico em seu organismo.

Para compensar a grande permeabilidade do seu tegumento, por exemplo, dispõem do muco que suas glândulas mucosas secretam e que recobre toda a parte do seu corpo não protegida pela concha. Essa mucosidade facilita, ainda, a respiração cutânea, a atividade ciliar e ainda o protege contra as infecções causadas por bactérias.

Por todos esses motivos, os heliários devem ser mantidos com um grau de umidade bem elevado, pelo menos na parte da tarde e ao anoitecer. Para isso, podemos colocar vasilhas com água dentro das criadeiras e dos parques ou, melhor ainda, instalando dispositivos para a aspersão de água, o que permite uma boa rega sob a forma de uma chuva bem fina.

Pelo que podemos concluir, é principalmente o grau de umidade ambiental que regula a vida dos escargots. O indicado é um índice acima de 80%, sendo considerado o ideal o de 86%. É nessas condições que este animal apresenta uma vida mais ativa, inclusive comendo mais e, em conseqüência, crescendo mais, produzindo mais e se reproduzindo em melhores condições.

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