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Métodos ou sistemas de irrigação

autor: Redação RuralNews
data: 28/04/2016

São 4 os métodos de irrigação empregados nas lavouras ou plantações,
sendo sua escolha feita de acordo com as circunstâncias, as necessidades de cada plantação, o suprimento de água disponível ou a preferência do produtor:

1. Infiltração, feita por gravidade ou através de sulcos e que pode ser superficial ou subterrânea. É o mais antigo método utilizado pelo homem;

2. Submersão ou inundação;

3. Aspersão ou chuva artificial;

4. Gotejamento.

Infiltração

É a penetração de água no solo, o que pode ser feito das seguintes maneiras: vertical, lateral ou ascendente. Por esse processo, a água, captada em rios, ribeirões, córregos, lagos, açudes, lagoas, poços, etc., é transportada até as plantações através de canais ou de tubulações principais, das quais saem sulcos secundários, entre as linhas ou canteiros das plantações. Nestes casos, a irrigação ou infiltração é superficial.

A infiltração também pode ser subterrânea, através de manilhas que possuem buracos ou orifícios em sua parede ou por túneis perfurados no próprio terreno, por arados adequados para esse serviço. Em todos os casos, porém, tem que ser atingido o objetivo da irrigação, que é fazer a água atingir as raízes das plantas.

Essa técnica de infiltração apresenta diversas vantagens, por esse motivo já vem sendo adota há muito tempo. É, atualmente, o método mais empregado no mundo, porque:

1. É o mais econômico de todos, pois dispensa máquinas e equipamentos dispendiosos, exigidos em outro sistemas de irrigação;

2. Quando a fonte de água fica a nível superior ao da área de irrigação, esta é feita por gravidade, dispensando o uso de diversos equipamentos, inclusive as bombas;

3. O fornecimento de água, por gravidade, está livre de problemas, como ocorre quando há falha numa bomba d'água num sistema que não utilize a força da gravidade;

4. Adotado o método da gravidade na infiltração, as perdas por evaporação são muito menores;

5. Os ventos não prejudicam esse tipo de irrigação, como ocorre, por exemplo, no sistema por aspersão;

6. Há economia na quantidade de água, porque sua distribuição não é feita sob pressão, como ocorre quando ela passa através de encanamentos;

7. Como a água caminha sobre o solo ou sob a superfície, não ocorre a lavagem de fungicidas e de inseticidas nele aplicados para o combate a pragas e doenças das plantações.

8. O sistema por gravidade, no entanto, apresenta inconvenientes porque exige o preparo do terreno, com seu nivelamento, a abertura de sulcos, a formação de curvas de nível, etc.

Inundação ou Submersão

Esse sistema de irrigação é muito empregado no Brasil há muitos anos, principalmente para a cultura de arroz.

Para evitar grandes despesas na sua implantação, os terrenos devem ter um declive suave, de 0,5 a 1%, pois isso facilita a drenagem dos tabuleiros durante a colheita e o manejo da água, bem como permite um subsolo impermeável e que haja uma diminuição das perdas de água por infiltração profunda.

De um modo geral, esse método consiste no fornecimento de água a tabuleiros, ou seja, porções de terrenos separadas por pequenos diques e nas quais a inundação pode ser periódica, quando é feita durante somente uma fase da cultura, ou permanente, quando é mantida durante todo o ciclo vegetativo da planta. O lençol de água empregado nesse tipo de irrigação, deve ter de 5 a 20 cm de espessura.

As formas dos tabuleiros podem ser geométricas regulares ou em curvas de nível, de acordo com a topografia do terreno em que se localizam as plantações.

Para haver uma aeração melhor do solo inundado, o lençol de água mantido nos tabuleiros deve estar sempre em circulação, o que é possível quando existe água suficiente para as necessidades das plantações.

Aspersão ou Chuva Artificial

Esse sistema de irrigação começou a ser empregado em 1929, havendo sido adotado nos Estados Unidos e em diversos países da Europa, entre os quais a França, Inglaterra e Itália. O processo também é conhecido como "chuva artificial" pois a água, por meio de aspersão, é realmente lançada para o ar, para cima e caindo sob a forma de chuva, irrigando as lavouras e os terrenos em que elas estejam plantadas. Esse método apresenta diversas vantagens, entre as quais:

1. Evita os serviços de preparação do terreno;

2. Pode ser empregado, praticamente, em terrenos de qualquer topografia;

3. O solo fica menos sujeito a erosões;

4. Exige menos mão-de-obra para sua implantação;

5. A distribuição da água é mais uniforme e lenta, embora isso dependa, em parte, da intensidade dos ventos;

6. A irrigação pode ser feita a qualquer hora do dia e da noite ou durante as 24 horas do dia;

7. Concorre para a maior incorporação do oxigênio e do nitrogênio atmosféricos, ao solo;

8. Promove melhor a distribuição de adubos solúveis, na água;

9. A umidade do ar é elevada de maneira acentuada, reduzindo, dessa maneira, a transpiração das plantas;

10. Sua eficiência é maior do que a dos demais sistemas de irrigação.

Para que a água caia sobre as plantações, como se fosse chuva, é necessário o uso de equipamentos especiais, que aspiram, bombeiam, através de encanamentos, para dispositivos especiais como aspersores ou tubos com orifícios na superfície, destinados a espalhar a água como uma verdadeira chuva artificial, sobre a plantação.

O sistema de irrigação por aspersão, no entanto, apresenta algumas desvantagens. Entre as quais, temos:

1. Remove da superfície da folhas, frutos e ramos, os fungicidas e inseticidas, prejudicando o combate às pragas e doenças que podem atacar as plantações;

2. A distribuição da água, de maneira uniforme, é muito prejudicada pelos ventos, quando sua intensidade ultrapassa determinados limites;

3. Exige determinadas despesas, às vezes elevadas, para a aquisição, geralmente de uma bomba d'água com motor, encanamentos e outros equipamentos necessários para o funcionamento do sistema de irrigação.

4. Para a irrigação por aspersão, é necessário um conjunto de instalações e equipamentos, que passamos a descrever:

- Estação de bombeamento, composta por uma fonte de água que pode ser um rio, um córrego, um riacho, uma lagoa, um lago, um açude, um poço, etc.;

- Um motor elétrico, a óleo diesel, a gasolina ou a gás natural;

- Tubulações, tanto a condutora ou principal quanto a distribuidora ou lateral, podem ser de metais ou de PVC. Essas tubulações são móveis, podendo ser mudadas de local, de acordo com as necessidades da plantação;

- Acessórios para os encanamentos: curvas, registros, vedadores finais, dispositivos para a distribuição de adubos, etc.;

- Aspersores ou tubos perfurados de diversas formas, tamanhos e potência, que servem para espalhar a água sobre toda a plantação.

Os conjuntos para aspersão podem ser de 3 tipos ou sistemas:

Móvel, portátil ou transportável

Ele se caracteriza, justamente, pela mobilidade da bomba que, em geral, é montada sobre rodas, o que facilita o seu transporte para as fontes de água em que será utilizada e que, normalmente, são as mais próximas das plantações a serem irrigadas. As tubulações, principal e lateral, também são móveis, podendo ser mudadas de posição e de local, de acordo com as necessidades. As mais modernas tubulações com aspersores são adaptadas sobre rodas, podendo ser rebocadas, aspergindo a água sobre toda a plantação. Isso facilita o trabalho e diminui o tempo gasto nas aspersões;

Tipo semifixo, semimóvel, semiportátil ou semitransportável

Nesse caso, ou tipo, a bomba ou unidade de potência e a tubulação principal são fixas no terreno, enquanto que os ramais ou linhas laterais são móveis, e podem ser de metal ou PVC;

Tipo fixo ou permanente

A característica desse último tipo é o fato de a bomba, a linha principal e todos os ramais serem fixos e subterrâneos. Somente os hidrantes ou tomadas ficam na superfície, onde são acoplados os aspersores. O custo desse tipo de irrigação é muito mais elevado do que os outros dois tipos, anteriormente descritos.

Gotejamento

É um método ou sistema de irrigação de grande eficiência, pelos resultados que apresenta. Sua adoção requer alguns materiais e mecanismos, ou seja:

- Uma fonte de água a nível superior ao das terras a serem irrigadas;

- Uma tubulação ou encanamento principal, para conduzir a água até o local da irrigação e distribuí-la por toda a rede de encanamentos;

- Canos mais finos, de menor diâmetro, para serem fixados à tubulação principal, formando uma rede de encanamentos por toda a área a ser irrigada;

- Bicos especiais para serem adaptados às extremidades de todos os canos que, fixados à tubulação principal, formam a rede de irrigação. É através desses bicos que a água sai, controlada pelas extremidades dos canos, irrigando o solo.Por esse sistema, a água, saindo da fonte de abastecimento, entra na tubulação principal, sendo por ela conduzida para a rede de canos mais finos e saindo através dos orifícios existentes nas extremidades desses canos, caindo exatamente no local desejado pelo agricultor, ou seja, próximo às plantas, para que a água, por infiltração, atinja suas raízes.

Esse método de irrigação apresenta uma série de vantagens, dentre as quais:

- Economiza muita água, pois sua quantidade é controlada pelo gotejamento;

- É fornecido a cada planta, somente o volume de água exigido para as suas necessidades;

- A água para a irrigação pode ser fornecida por gravidade, dispensando os custos com a aquisição e manutenção de bombas motorizadas;

- A irrigação pode ser suspensa a qualquer hora como, por exemplo, quando chove, o que economiza a água dos reservatórios e

- A rede de encanamentos não atrapalha os serviços normais em uma plantação como, por exemplo, capinas, colheitas, etc.

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