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A minhoca e a terra

autor: Dr. Márcio Infante Vieira
data: 22/07/2017

 
Desde a mais remota antigüidade há referências sobre as minhocas como habitantes do interior da terra. Foi, no entanto, há 200 anos que Gilbert White afirmou, pela primeira vez, que elas são benéficas às plantas porque, perfurando o solo, suas galerias o tornam permeável às águas das chuvas e facilitam o desenvolvimento das raízes e que, além disso, faziam um fino adubo com as matérias orgânicas por elas ingeridas. Disse, ainda, que a terra sem minhocas torna-se fria, pesada, isenta de fermentações e, em conseqüência, estéril.

Em 1881, no entanto, o naturalista Charles Darwin, depois de longos estudos enfeixou, em um livro sobre minhocas, relatando importantes e curiosos conhecimentos e fatos sobre a biologia desses anelídeos e a sua relação com a agricultura.

As minhocas, ainda segundo Charles Darwin, são altamente benéficas para as plantas porque, abrindo galerias no solo, facilitam a entrada e retenção das águas, arejam o solo, deixa-o mais solto ou macio e ainda fornecem-lhe um excelente adubo, o humus por elas produzido.

Para termos uma idéia sobre a adubação feita pelas minhocas, basta mencionarmos que elas, ao cavarem suas galerias, ingerem a terra que, passando pelo seu aparelho digestivo e sofrendo a digestão, parte de seus componentes é por elas assimilada e a outra parte, as suas fezes, expelidas como um ótimo adubo, já pronto para ser absorvido diretamente pelas raízes das plantas.

Para confirmar o que acaba de ser citado, basta mencionarmos que, por análises laboratoriais, ficou comprovado que os excrementos das minhocas, em relação ao solo em que vivem, possuem:

- 5 vezes mais nitrogênio;
- 2 vezes mais cálcio;
- 2,5 vezes mais magnésio;
- 7 vezes mais fósforo e
- 11 vezes mais potássio.

Além disso, as minhocas melhoram os solos em que vivem, melhorando a estrutura, a composição e a textura desses solos, tornando-os mais porosos, leves, soltos e arejados, bem como aumentam a sua capacidade de reter as águas das chuvas, fazendo com que sejam melhor aproveitadas e, ainda, evita que escorram pela superfície provocando erosões mais ou menos graves.

A recuperação dos solos é, também, uma grande vantagem oferecida pelas minhocas, como ocorreu em certas regiões da Itália, nas quais vinhos famosos estavam perdendo sua qualidade e sua fama. Com a introdução das minhocas e o abandono das adubações químicas, os vinhos passaram a apresentar, novamente, o seu maravilhoso "bouquet". Os resultados foram tão grandes que o número de criadores de minhocas, atualmente, nesse país, que têm uma área menor do que a do Estado de São Paulo, é estimada em mais de 150.000.

Também a França, a Espanha, a Grécia, a Alemanha e a Argélia, utilizam a minhocultura para a recuperação de seus solos e com isso obterem, novamente, a excelente qualidade e o "bouquet" de seus famosos vinhos, que já vinham decaindo de qualidade desde que haviam substituído a adubação orgânica pela adubação química.

Somente com a adubação orgânica a produtividade, apesar de que a produtividade pode cair, há a conservação do solo, que não fica cansado, mantendo uma produção média estável.

Em vários países, muitas indústrias que atuam na área de fertilizantes químicos estão produzindo humus, enriquecendo-o com nutrientes químicos e o denominando adubo organoquímico.

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