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Formas de expressão dos cavalos

autor: Redação RuralNews
data: 25/05/2018

Os cavalos estão quase o tempo todo enviando sinais muito claros e precisos que demonstram o que se passa em suas cabeças. Como são incapazes de compreender a linguagem oral, como uma criança que ainda não aprendeu a falar, utilizam com o homem e outros cavalos uma linguagem corporal e emitem sons e murmúrios como forma de comunicação.

Como nós, humanos, conseguimos trabalhar com as duas linguagens, a corporal e a oral, torna-se bem interessante trocar idéias com um cavalo, olhando para ele, exercitando uma "leitura" do animal, vendo as contrações da sua pele, observando a posição de suas orelhas, como ele mexe o pescoço, movimenta as patas e muitas outras formas de expressão. Existe também outra linguagem, que é a do próprio organismo do cavalo, que fala dos desequilíbrios em suas funções, gerando o que conhecemos como doenças. Esta, talvez, seja uma das mais claras "falas", o melhor aviso do animal para dizer que algo não vai bem.

Cada cavalo tem seu papel definido dentro do grupo onde existe um relacionamento social e uma hierarquia muito bem estabelecida. Na natureza, as manadas não são pura e simplesmente aglomerações ou agrupamentos físicos de cavalos sendo, na verdade, uma complexa e autêntica rede de indivíduos se relacionando. Há os que dominam e os que são dominados e essa ordem social é vantajosa, inclusive para os que se encontram numa posição mais baixa da hierarquia, pois as brigas e os conflitos são evitados e eles se sentem protegidos por seus líderes contra a ameaça de predadores e intrusos. Tal hierarquia pode ser estabelecida por diversos fatores como idade, experiência, força e coragem.

A imagem mais comum de uma manada é aquela composta por um garanhão, seu harém e sua prole. No entanto, podem ser formadas só de fêmeas ou só de machos adultos, de jovens de ambos os sexos, só de machos jovens, etc. Existem, também, manadas dentro de manadas, que em determinadas circunstâncias podem andar juntas, porém, conservando a sua hierarquia e individualidade. A principal função que o hábito de se reunir em manadas cumpre é a proteção da espécie. O interessante é que, mesmo depois de domesticado, o cavalo continua sentindo-se atraído pela reunião com seus semelhantes, pois o desejo de fundir-se na manada é eterno.

Muito do comportamento dos animais que vivem em manadas, livres, selvagens, é comumente demonstrado hoje em haras, em pequenas e grandes propriedades onde seu convívio com o homem tornou-se tão intenso que se faz necessário um maior entendimento, uma interpretação mais clara dos sinais da comunicação. Brincalhões, agressivos, ansiosos, distraídos, cada cavalo e cada momento é transmitido aos seus semelhantes e ao homem.

Para um bom relacionamento e melhor convivência, cabe a nós captar e entender esses sinais que eles nos passam. Também o clima pode provocar nos cavalos diferentes reações no comportamento. Eles desenvolveram um comportamento de defesa diante dos rigores de clima e, no caso de vento muito forte e contínuo, a fim de exporem a menor área possível dos seus corpos, se colocam paralelos e esse incômodo elemento: a garupa fica voltada para o vento e as orelhas voltam-se no sentido oposto. A fuga é o principal meio de defesa dos cavalos, seguida pelo coice e a mordida. Muito se conserva em termos de hierarquia, como a posição dos animais dentro do grupo durante o deslocamento, mesmo quando toda a manada está em fuga. 

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